Entender as organizações como sistemas, implica um novo posicionamento dos seus recursos, quer sejam humanos, materiais ou financeiros. Quando o desafio, é construir um Sistema de Saúde Antropocêntrico, muitas serão as alterações que se devem promover, na óptica dos ultilizadores, (Técnicos de Saúde, Cidadãos).
Aborde esta questão criticamente apresentando sugestões, que visem a concretização de um Sistema Antropocêntrico de Saúde.
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A criação de um sistema antropocêntrico de saúde encontra-se nos dias de hoje bastante em vogue, pois cada vez mais há a preocupação em cuidar da pessoa como um ser único, dotado de características únicas, que o destinguem de todos os outros. É sem dúvida muito importante abordar esta questão pois só desta forma se poderá fazer a mudança entre o tratar - de antigamente - para uma prespectiva mais pessoal e actual, ou seja, o cuidar!
Quanto ao facto de entender as organizações como sistemas, torna-se óbvio que se não for deste modo, nem o sistema antropocêntrico de saúde nem qualquer outro sistema poderá funcionar...tem de haver a integração de diversos orgãos (organizações) especializados em diferentes áreas, para que se possam completar uns aos outros, funcionando assim em harmonia.
A formaçao do sistema antropocêntrico de saúde necessita de pessoas qualificadas, que tenham formação em determinadas áreas, que percebam de determinados assuntos; necessita trabalhar de forma interdisciplinar, havendo cooperaçao entre os profissionais, cada um contribuindo com as competências da sua área;é necessário também saber trabalhar com estes grupos de competências variadas, sem se sentirem inferiorizados uns pelos outros, percebendo que cada um é de extrema importância para os outros; como nada se faz sem recursos materiais,económicos, e tecnológicos este é sem duvida um importante ponto a focar. Finalmente, e do meu ponto de vista é importante também salientar mais um aspecto: é necessário que os profissionais de saúde tenham sensibilidade e bom senso, pois poderemos ter tudo (recursos económicos, materiais, humanos, qualificação, os mais avançados sistemas tecnológicos, etc.)mas caso nao tenhamos esta sensibilidade e bom senso de que falo, nao poderemos esperar muito deste sistema, pois ele nao dará frutos!
Penso que actualmente, na nossa sociedade está a crescer um pensamento dirigido para a valorização do ser humano, este um ser especial e único, composto por experiências próprias e que o caracterizam na sua essência.Ao contrário do que acontecia anteriormente os profissionais de saúde resignavam-se apenas a valorizar os sinais e sintomas de determinada doença; contudo, essa mentalidade está a evoluir e é fundamental que isso aconteça, pois se a evolução não acontecer é morrer na estagnação. Para que a construção do Sistema Antropocêntrico se mantenha, penso que é fundamental a procura de inscessante qualificação por parte de todos os profissionais e futuros profissionais, nas diversas áreas; os recursos tanto materiais como humanos devem ter sempre como objectivo o bem estar da pessoa e a manutensão da homeostasia da mesma, deve haver uma maior cooperação e trabalho de equipa dentro das diversas equipas, as rivalidades devem ser colucadas de parte; a solidadriedade, disponibilidade demonstrada por parte de todos os cidadãos vai também ser fundamental para a construção dos alicerces de um Sistema Antropocêntrico.
Assim, todos nós temos que contribuir um pouco todos os dias para a implementação de uma melhor oganização nos diversos sistemas de saúde..
Quando definimos organizações temos, necessariamente que falar de gestão. Gere-se segundo uma determinada estratégia…gere-se segundo a legislação…gere-se o quê?...quem?...Recursos humanos, materiais, financeiros.
Por outro lado, entende-se por sistema um conjunto de elementos que constituem partes ou órgãos desse mesmo sistema. Este Conjunto de elementos está dinamicamente relacionado, estabelecendo interacções em função das suas interdependências.
Então, quando abordamos as organizações como sistemas, temos que renovar o posicionamento dos seus recursos (financeiros, humanos e materiais) uma vez que nos confrontamos com uma organização em que as trocas - com o exterior e mesmo as que se realizam no interior (nos subsistemas) - são constantes e as pessoas que lá trabalham são oriundas de diversos sítios, fala-se então de uma diversidade de culturas.
Tal mudança é tanto mais exigente quando o “desafio, é construir um Sistema de Saúde Antropocêntrico) …porquê? Antes de mais nada, teremos que ter em conta que nestes sistemas, os cuidados de saúde são realizados pelo Homem (profissionais de saúde) e para o Homem (utente). Esta realidade de Sistema de Saúde Antropocêntrico surgiu aquando a introdução das ciências não exactas (psicologia, sociologia, antropologia, ética) no ensino da saúde, assim, o ensino distanciou-se um pouco do ensino de Hipócrates (visão do Homem como uma máquina) e aproximou-se do Homem como um ser pensante, com sentimentos. Daí que a abordagem ao nível da saúde tenda a ser mais Humana.
Nesta perspectiva, tem-se vindo a verificar um enraizamento de um Sistema de Saúde Antropocêntrico. Assim, tal como refere o texto, esta mudança implica um maior posicionamento das organizações como sistemas. As organizações terão que dar ênfase à qualificação, à ciência, à tecnologia. Todos os seus recursos terão que ser geridos de maneira diferente. Então, estas organizações que são cada vez mais entendidas como sistemas, terão que adquirir as características dos sistemas antropocêntricos: qualificação (para que os cuidados de saúde se prestem devidamente, os profissionais de saúde deverão ser competentes para o exercício da sua actividade); trabalho interdisciplinar horizontal e vertical (um diagnóstico é tanto mais exacto, quanto mais discutido for, quer com os colegas de profissão, quer com outros profissionais); grupos de competências variadas (a discussão para que o diagnóstico seja tanto mais exacto, é tanto mais rica, quanto maior o leque de profissionais que a discute); necessidade absoluta de qualificação constante (não basta que os profissionais de saúde sejam qualificados, eles também têm que estar actualizados); estruturas de formação (que acompanhem o desejo da qualificação constante) e melhoria tecnológica (que acompanhe a evolução constante).
Em suma, quando o desafio é construir um Sistema de Saúde Antropocêntrico, “entender as organizações como sistemas” implica variadíssimas alterações. Deste modo, a organização terá que dar relevo a três aspectos: tecnologia, ciência e qualificação. Este será o caminho para que o Homem possa realmente ocupar um lugar de relevo, o seu lugar verdadeiro, o lugar onde o que importa não é o lucro, mas sim o bem-estar do outro.
Nos últimos anos temos verificado que os profissionais de saude têm se conscializado para a humanização dos cuidados de saúde, tornando essa humanização um desejo a alcançar.
Para alcançar esse desejo, é necessário que haja uma troca de informação, entre os utentes, e os técnicos de saúde, para que assim os técnicos de saúde percebam quais as verdadeiras necessidades dos utentes e partirem ao encontro delas. Esse sistema é o Antropocêntrico de saúde, onde o homem está no centro e é a pessa fundamental. No entanto, para que este sistema funcione é necessário que haja uma grande qualficação por parte dos técnicos de saúde, bem como uma interdisciplinariedade entre os diversos serviços, para que desta forma, o utente seja visto como um todo e não a soma das suas partes. Para além disso, é fundamental haver boas estruturas de comunicação entre os diversos serviços para que a informação nao fique retida antes de chegar ao destinatário. Mas todas estas caracteristicas não têm significado se não houver uma grande disponibilidade, tanto da parte dos profissionais de saúde como das organizações e das sociedades.
Assim com estas medidas pertende-se essencialmente aproximar os serviços de saúde à população tornando estes serviços mais humanizados, e nós como futuros profissionais de saúde temos um papel importantíssimo para criar as bases desta nova realidade dos cuidados. Nos últimos tempos temos visto uma grande melhoria neste parâmetro mas quando se trata de agradar e satisfazer a população, todos os esforços são poucos.
Actualmente, no campo da saúde, é cada vez mais necessário pensar-se numa optica de um sistema antropoventrico, e isso implica que haja uma humanização dos cuidados, ou seja, a pessoa prestadora de cuidados passa a ver o beneficiário como um ser único e especial e passa a respeitar as suas crenças e valores. Esta humanização, ou mehor a falta de humanização, constitui uma das lacunas do nosso sistema de saúde. A humanização envolve muitos aspectos, instalações adequadas e em bom estado de conservação, pessoal técnico habilitado, com preparação para lidar com os utentes que passam por uma fase complicada da sua vida e por isso requerem uma abordagem muito mais técnica e especializada. Até porque nos dias de hoje o cidadão é cada vez mais informado e por isso mais exigente, aumentando a responsabilidade social no campo da saúde. A qualidade dos serviços depende mais das pessoas do que do hospital em si. No entanto, o cerne da prestação de cuidados está na efectuação de um correcto diagnóstico, indicação de terapeuticas adequadas e no acompanhamento rigoroso da recuperação do doente. Para haver humanização, os sistemas nao podem ser standardizados, mas devem adequar-se a cada pessoa de maneira diferente conforme as suas necessidades e possibilidades. Apenas conjugando esforços entre os vários profissionais de saúde, no sentido da melhoria dos cuidados aos cidadão e nao pensando apenas na questão monetária, se conseguirá atingir um estado de saúde justo e equitativo para todos, porque a saúde é um bem comum.
Penso que um dos grandes problemas do sistema de saúde actual é a maneira como está estruturado. Todos defendem a humanização dos cuidados, uma maior qualificação e uma melhor gerência dos recursos, situação que não se verifica.
O sistema deve ser direccionado de modo a ser novamente reestruturado aos poucos, visando um modelo antropocêntrico.
Deve-se colocar mais profissionais em contacto com a realidade social, que muitas das vezes não é apercebida da maneira mais correcta. É necessário colocar pessoas em serviço domiciliário. Conseguia-se assim se esta medida fosse completamente implementada, que os utentes se sentissem uma maior preocupação dos profissionais quanto a qualidade de vida e problemas sociais.
Deve-se promover a qualificação dos profissionais e um melhor acesso dos utentes à saúde visando o critério tempo e distância, que devem ter os menores valores possíveis.
As equipas deve trabalhar em conjunto, e cada elementos da equipa deve ter a melhor qualificação possível e ter conhecimento acerca de várias áreas, para promoverem uma equipa interdisciplinar.
A que tem em conta que as decisões tomadas devem ter em conta o utente e devem ser baseadas no bom senso. O utente deve ser tratado como ser que é, bio-psico-social. Este é um ponto, que no meu ver não é aplicado pelos profissionais de saúde.
Tudo deve ser feito de modo a criar uma certa harmonia entre os vários factores, de modo a provocar um equilíbrio necessário para a sustentabilidade do sistema.
Um sistema engloba organizações, sistemas, recursos humanos, recursos materiais, pessoas com culturas diferentes… O que é fundamental para o sistema se manter, é a troca de informação. É graças a esta troca de informação que poderá existir uma evolução e melhor adaptação às necessidades das pessoas. Para chegarmos, darmos informação teremos de agir de fora aberta.
Para pudermos prestar cuidados teremos que considerar a pessoa como uma só e não prestar cuidados de forma estandardizada, cada pessoa é uma realidade!
Só a partir deste formato é que se consegue humanizar o sistema de saúde.
O melhor sistema de saúde será o sistema antropocêntrico de saúde.
Este sistema centra-se nas pessoas, quer em pessoas que precisam de apoio (cuidados de saúde) quer nas pessoas que prestam esses cuidados.
Para que a implementação deste sistema possa acontecer terão de existir cada vez mais pessoas com melhores qualificações; saber trabalhar de forma interdisciplinar, trabalhar em grupo de competências iguais e variadas, tem de existir um bom trabalho de equipa entre os diferentes membros da equipa, terá de existir uma necessidade de adquirir qualificação constante (mesmo fora da nossa área), teremos de ser especialistas na nossa função mas para “mais ricos” ficarmos teremos de abarcar outras coisas. As estruturas de formação também são uma necessidade. Terão de existir para que possam acompanhar a formação das pessoas, teremos de saber ver o que estrategicamente interessa à organização. Há também uma necessidade de uma melhoria tecnológica, que acompanhe o historial da pessoa. Tudo isto só será possível se realmente existirem estruturas para que a instituição se consiga manter.
Contudo, para a concretização de algo terá de existir uma predisposição (a nossa vontade); uma disposição social (de cada um para a concretização da sua vontade) e disposição das organizações para corresponder à nossa vontade!
Só assim conseguiremos uma possível concretização do tão desejado sistema antropocêntrico de saúde.
Na nossa sociedade os meios de acesso à saúde estão mal distribuidos, os centros de apoio médico encontram-se longe de pessoas que necessitam de cuidados médicos, o sistema está mal estruturado. Muitas pessoas acabam por morrer por que as equipas de intervenção médica de emergência se encontram longe demais para chegarem a tempo. Mesmo nos hospitais ou centros de apoio, apesar dos esforços dos técnicos de sáude existem falhas porque os materiais ou meios de que dispõem são velhos, inadequados ou por vezes não existem.
Um sistema antropocêntrico de Saúde centra-se nas pessoas, pessoas que procuram os serviços de Saúde e pessoas que prestam esses serviços.
Os técnicos de Saúde devem ter uma formação cada vez mais inclinada para as ciências humanas, pois a tarefas que lhes compete é lidar com pessoas, com problemas a nível físico e psicológico, que necessitam, por vezes, mais de serem ouvidos e de receberem atenção de que serem apenas observados e diagnosticados.
As listas de espera deveriam diminuir, mesmo sabendo que isto é um problema para o estado pois as suas despesas com a saúde iriam aumentar bruscamente, pois este é um direito que nos cabe enquanto cidadãos, o de sermos tratados, o de recebermos cuidados médicos.
O nosso governo em vez de decidir fechar hospitais, devia optar por equipa-los de forma a que pudessem fornecer melhores cuidados a um maior número de portugueses, oferecendo assim melhores condições de trabalho aos técnicos da saúde.
O acesso à Saúde deverá ser igual para todos os cidadãos em todas as circunstâncias, mesmo quando as pessoas não têm dinheiro para pagar, pois não deixam de ser pessoas e de terem dignidade por não terem possibilidades para pagar.
Como os meios são escassos, sobretudo em zonas do interior do nosso país onde a população é mais idosa, poderiamos optar por colocar pessoas qualificadas para prestação de serviços de saúde ao domicílio, pois muitas vezes essas pessoas não têm meios para se deslocarem aos centros de apoio médico mais próximos.
Muitas medidas poderiam ser tomadas para melhorar o nosso sistema de saúde, para torná-lo mais humanizado, mas para isso é necessária a vontade de todos nós, porque só unidos é que poderemos mudar alguma coisa. Mas será que os responsáveis estarão dispostos a perder algum do lucro que têm vindo a ganhar, para tornarem o nosso sistema mais humanizado, e dirigido a cada cidadão em particular?
Não estaremos a ser demasiado dramáticos se dissermos que o sistema de saúde vigente no nosso país não é em nada antropocêntrico, visto que, actualmente os profissionais de saúde ainda tratam o doente como um sistema de órgãos, em que o que interessa é curar a patologia de que padece e diminuir a dor, quando na realidade dever-se-ia tratar como um individuo exclusivo, diferente de todos os outros e que, por isso, terá que ter um tratamento específico, aquele que melhor se adequa à sua maneira de ser e da perspectiva que o doente tem da doença. Para que se consiga uma relação técnico de saúde-doente mais próxima, é necessário aplicar um sistema antropocêntrico, cuja prioridade terá que ser a criação de múltiplas áreas, que se relacionem entre si e que sejam interdependentes. Estas áreas terão que estar entregues a pessoas, que acima de tudo tenham capacidade comunicativa. Esta habilidade, a meu ver, é tão importante como ser competente na sua profissão, visto que o doente, numa altura de fragilidade, sente necessidade de desenvolver empatia com aqueles que não só tratam, mas também cuidam. Será importante então uma reorientação dos serviços de saúde, que ultrapassa a prestação de cuidados clínicos e curativos, para a abarcar uma política multisectorial interventiva nas mudanças sociais e incentivadora da participação activa dos indivíduos. Assim, o governo tem que apostar na implementação deste sistema, que será aquele que tem como objectivo a valorização do doente enquanto pessoa. Penso que o governo está a tentar adaptar o seu sistema de saúde para esta perspectiva, ao desenvolver o sistema Alert, nos hospitais portugueses. Contudo, pelo que se consegue observar, fica-se somente pela vertente da tecnologia… Infelizmente, tem-se apostado unicamente nesta área, não se apostando na contratação de profissionais de saúde mais qualificados.
Portanto, este sistema antropocêntrico visa a humanização do indivíduo doente e a criação de sistemas interdependentes, convergindo para o bem-estar do doente, sendo, na minha perspectiva, fundamental a sua implementação.
Cada vez mais nos referimos ás organizações como sistemas, sistemas esses que necessitam de uma distribuição equitativa dos seus recursos. Quando se trata de um sistema de saúde antropocêntrico, temos que ter em atenção de que o cuidar é como um todo e não apenas a soma das suas partes. Cada pessoa é um ser único que necessita de cuidados globais.
Nesta medida, na construção de um sistema de saúde antropocêntrico é imperativo a existência de grupos de saúde multidisciplinares que integrem diversos órgãos e profissionais qualificados, para que o indivíduo possa ser tratado de forma personalizada, não descurando qualquer vertente do ser humano.
Todo o sistema de saúde implementado na comunidade portuguesa deveria visar as preocupações humanas, tendo em conta o indivíduo como um conjunto de componentes: sociais, psicológicas, entre outras.
Relativamente à distribuição dos recursos, estes deveriam-se encontrar equitativamente distribuídos, contudo tal não é verificável, ou seja, um doente do centro tem mais dificuldades em ser assistido num centro hospitalar, o mesmo não ocorre num doente que se localize na região do litoral, sobretudo dos grandes centros citadinos.
Para que seja possível a construção de um sistema Antropocêntrico é correcto afirmar que serão necessárias várias alterações, nomeadamente no que se refere aos recursos humanos, materiais e financeiros. Cada vez mais os métodos de diagnóstico são mais eficazes, contudo terão de ser utilizados por técnicos comptentes e é evidente que esta modernização tem um preço, sendo este efectivamente bastante elevando, não estando deste modo o sistema antropocêntrico possível de ser utilizado em todas as unidades hospitalares, visto que exige avoltadas quantias monetárias.
Para tal, sugiro que sejam implementados, num primeiro momento, nos serviços hospitalares os principais materiais passíveis de assuguram um bom atendimento e posteriormente, num segundo momento, que sejam colocados os novos recursos (mais modernizados), contudo todos os serviços deveriam estar presentes para um melhor atendimento perante o doente.
De alguns anos até então a preocupação com o acesso da saúde para todas as pessoas tem vindo a aumentar. Esta preocupação tem como objectivo permitir o acesso à saúde de todos os indivíduos da sociedade independentemente dos seus recursos, classe social , cultura, etnia, ou mesmo o local residencial (no interior ou na preferia) Porque todos somos cidadãos, logo temos todos o direito de acesso à saúde e dos cuidados hospitalares. Podemos considerar que o sistema de saúde actualmente não é o mais eficaz, pois ainda existem casos de pessoas que morrem porque falta de recursos e por má administração no hospital. Mas a razão destes factos de certo modo é atribuída ao governo, porque em vez de tentar equipar e modernizar os recursos e os estabelecimentos apenas se limita a fecha-los pois esta acção, segundo eles é a decisão mais acertada e menos trabalhosa como podem calcular.
O sistema antropocêntrico visa a criação de oportunidades de acesso à saúde por parte de todos os indivíduos considerando que todos temos esse direito. Mas para que seja possível a implementação deste sistema é necessário uma disposição mais alargada de componentes humanos, financeiros e materiais. Um caso preocupante é o facto de o desenvolvimento de máquinas de diagnóstico que permitem uma melhor diagnóstico de doenças do individuo não se acompanhado pelos técnicos de saúde. Desta forma para que estas máquinas sejam utilizadas é necessário pessoal dotado de conhecimentos para o bom funcionamento das máquinas, e na maioria das vezes isso não acontece, logo as maquinas são colocadas de lado. Mas a formação dessas pessoas e a compra/uso das máquinas requer um custo elevado desta forma considera-se que não será possível a implementação do sistema antropocêntrico em algumas unidades hospitalares. Sendo assim, sugiro que na formação dos técnicos de saúde seja incorporada novos conhecimentos consoante o desenvolvimento tecnológico mas também que o governo financie cursos para a formação dos técnicos de saúde que não são dotados desses conhecimentos e para a aquisição dessas mesmas máquinas. Mas será que o governo está disposto a financiar estes campos visto que já despende muito dinheiro noutros campos como a comparticipação em fármacos? E os técnicos de saúde estão disposto a dar o seu tempo extra expediente para a formação?
Nos dias de hoje a criação de novo sistema antropocêntrico de saúde e cada vez mais falado, pois a sociedade cada vez mais desenvolve a preocupação de cuidar da Pessoa como ser único e de características próprias, que faz dos Homens seres únicos diferentes da cada qual dentro da sua espécie. Não e só o conceito de doente ou de Pessoa que se deve desenvolver e também o de cuidar visto que tratar antigamente nao e igual ao cuidar dos nossos dias.
Posto isto podemos considerar que o nosso sistema precisa de ser actualizado tanto em recursos humanos como em bens materiais, não posso deixar de referir que estas duas vertentes estão interligadas pelo motivo de se os recursos humanos não estiverem adaptados aos bens materiais de que dispõem este sistema não funcionará.
No entanto temos também de considerar que as várias áreas do sistema de saúde não estão interligadas como deveriam o que leva aos defeitos que se tem notado na comunicação do nosso sistema actual. Devemos então optar por sistemas que se complementem para o funcionamento em harmonía de todas as áreas. Para isso e necessário Pessoal especializado e qualificado com sensibilidade, destreza e competência para interagir nas varias áreas interligando os sistemas… proporcionando a cada um determinadas funções que das quais cada um terá responsabilidade e o não comprimento das mesmas poderá por em causa outras tarefas, o que leva referir que todas são necessárias e vitais para o bom funcionamento. Tenho de focar também o ponto que estamos a lidar com seres humanos, assim sendo os profissionais tem de ter sensibilidade e o conhecimento da realidade se não se sentirem compreendidas, seguras e bem tratadas o sistema também esta em falta pois, um ser humano não e apenas um ser biológico tem emoções sentimentos e vivências que tem de ser respeitadas.