MANIFESTO Este manifesto surge no âmbito dos compromissos assumidos pela União Europeia, em 2000, nas Cimeiras de Lisboa e Nice, e aproveita a onda mobilizadora da campanha mundial Global Call for Action Against Poverty, que em Portugal tem o nome de PobrezaZero (www.pobrezazero.org), para afirmar que o relegar para o passado da pobreza no mundo, passa necessariamente pela sua erradicação em Portugal. A pobreza, em Portugal, é um problema social grave e o seu não reconhecimento tem-se revelado, ultimamente, um dos maiores entraves à sua erradicação. Mas o facto é que 1 em cada 5 portugueses vive no limiar da pobreza (21% da população total) 12.4% da população activa (5531.6) ganha o salário mínimo nacional (374,7€)* 7,2 % da população activa está desempregada; em 2003, mais de 5000 trabalhadores tiveram o seu trabalho reduzido ou suspenso;* 26,3% dos reformados recebe menos de 200€/mês de reforma* 147 332 recebem o Rendimento Social de Inclusão (151,84€)* 79,4% da população activa não terminou o ensino secundário* 45,5% da população, em idade escolar, abandona de forma precoce a escola* Taxa de Analfabetismo, em 2001, era 9,0% da população* 300 mil famílias (8% da população) viviam, em 2001, em habitações sem condições mínimas Em relação aos dados de 1999 e 2000, há um agravamento de 20 a 25% da situação de pessoas sem-abrigo* A taxa de Analfabetismo, em 2001, era de 11,5% para as mulheres e de 6,3% para os homens* Os homens ganham mais 9% do que as mulheres* A taxa de Desemprego, em 2002, era de 55,2% para o género feminino* Em 2004, 240 730 mil eram famílias monoparentais femininas, num universo total de 275 826 mil* Em 2003, 69% da população dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção, seram mulheres* Por outro lado As 100 maiores fortunas portuguesas representam 17% do Produto Interno Bruto *Nacional – 22.4 mil milhões de euros O país tem a pior distribuição de riqueza no seio da União Europeia com os *20% mais ricos a controlar 45.9 por cento da rendimento nacional 10 800 pessoas têm rendimentos de cerca de 816 mil euros anuais* Em 2001, a Segurança Social gastou com cada português apenas 56,9% do que habitualmente gastam os outros países da União Europeia |