Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza |
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Segunda, 17 Outubro 2005 |
MANIFESTO Este manifesto surge no âmbito dos compromissos assumidos pela União Europeia, em 2000, nas Cimeiras de Lisboa e Nice, e aproveita a onda mobilizadora da campanha mundial Global Call for Action Against Poverty, que em Portugal tem o nome de PobrezaZero (www.pobrezazero.org), para afirmar que o relegar para o passado da pobreza no mundo, passa necessariamente pela sua erradicação em Portugal. A pobreza, em Portugal, é um problema social grave e o seu não reconhecimento tem-se revelado, ultimamente, um dos maiores entraves à sua erradicação. Mas o facto é que 1 em cada 5 portugueses vive no limiar da pobreza (21% da população total) 12.4% da população activa (5531.6) ganha o salário mínimo nacional (374,7€)* 7,2 % da população activa está desempregada; em 2003, mais de 5000 trabalhadores tiveram o seu trabalho reduzido ou suspenso;* 26,3% dos reformados recebe menos de 200€/mês de reforma* 147 332 recebem o Rendimento Social de Inclusão (151,84€)* 79,4% da população activa não terminou o ensino secundário* 45,5% da população, em idade escolar, abandona de forma precoce a escola* Taxa de Analfabetismo, em 2001, era 9,0% da população* 300 mil famílias (8% da população) viviam, em 2001, em habitações sem condições mínimas Em relação aos dados de 1999 e 2000, há um agravamento de 20 a 25% da situação de pessoas sem-abrigo* A taxa de Analfabetismo, em 2001, era de 11,5% para as mulheres e de 6,3% para os homens* Os homens ganham mais 9% do que as mulheres* A taxa de Desemprego, em 2002, era de 55,2% para o género feminino* Em 2004, 240 730 mil eram famílias monoparentais femininas, num universo total de 275 826 mil* Em 2003, 69% da população dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção, seram mulheres* Por outro lado As 100 maiores fortunas portuguesas representam 17% do Produto Interno Bruto *Nacional – 22.4 mil milhões de euros O país tem a pior distribuição de riqueza no seio da União Europeia com os *20% mais ricos a controlar 45.9 por cento da rendimento nacional 10 800 pessoas têm rendimentos de cerca de 816 mil euros anuais* Em 2001, a Segurança Social gastou com cada português apenas 56,9% do que habitualmente gastam os outros países da União Europeia |
Comente criticamente a notícia acima transcrita.
Comentarios
Este manifesto é muito interessante no sentido de revelar a realidade em Portugal. Há, também, uma frase chave que diz que o não reconhecimento da pobreza é ainda mais grave, porque impossibilita a sua erradicação.
Dá-se mais importância à critica de pessoas que acumulam reformas e salários de várias funções do que distribuir de forma equitativa por aquelas pessoas que sobrevivem com 12€ diários.
Esta situação económica faz-me pensar como é que Portugal, um dos paises mais ricos na época dos descobrimentos, actualmente está com 21%da população no limiar da pobreza... Agora até é necessário pagar para ser "tratado" em hospitais públicos. Já pensaram que enquanto estamos doentes não produzimos logo não damos lucro ao estado e assim esta situação de pobreza mantém-se? Não será mais fácil cuidarem de nós nos hospitais o mais rápido e eficazmente possivel para voltarmos ao trabalho?
Como esta, há mais situações que atrasam o nosso país em relação à Europa. Não sei como ajudar na redução destas assimetrias mas de uma coisa estou certa... Se continuarmos a permitir que os salários sejam tão dispersos, que as taxas moderadoras sejam iguais para todas as pessoas, entre outras... os números referidos no manifesto vão aumentar...
Infelizmente nos dias de hoje a desigualdade social esta bem patente. Como foca o manifesto, em Portugal este é um problema que encontra varios entraves na sua erradicação começando pela sua dificil aceitação.
Quando nos dizem "hoje me dia só de safa quem tem canudo" nao é de todo uma mentira, a qualificação é algo muito importante no mercado de trabalho. Contudo, devido às dificuldades económicas que o nosso pais atravessa, o facto de ter um doutoramento, uma lincenciatura pode ser uma barreira para o mercado laboral. Daqui podemos encontrar uma resposta para os 7,2% da populção activa desempregada, assim como para os 12,4% que recebem o salario minimo.
Como podemos ver com estas estatisticas existe uma enorme (in)equidade na qualidade de vida dos portugueses, o que faz com que os direitos que supostamente deveriam ser iguais para todos sejam atribuidos apenas aqueles com maior nivel de vida. Falando a nivel da saúde, será justo as enormes listas de espera para uma intervenção cirurgica, quando existem aqueles que por terem mais dinheiro podem resolver o problema em dias?; e será então justo existirem taxas moderadoras iguais?
Enfim... a intervenção dos portugueses é agora mais que nunca necessária, caso contrário poderemos ver aumentar os números referidos no manifesto.
Na nossa sociedade as assimetrias sociais são evidentes basta ter em conta os dados anteriormente descritos. Esta assimetria não se revela apenas social mas depende também da area geografica em que se encontra, na medida em que quem vive no litoral tem maiores salarios maiores reformas maiores estudos e até recursos. O interior por sua vez é invadido por uma incapacidade maior de sobrevivencia dos idosos, isto traduz-se então em sentimentos de inoperancia e de injustiça. Hoje o facto de estar abaixo do limiar de pobreza é um factor de exclusão social bem como o desemprego, o analfabetismo, a pouca qualificação e o envelhecimento em particular feminino. è neste sentido que é feita a exigencia à segurança social de forma a que esta dê apoio perante estas situações, no entanto à que ter em consideração que o orçamento desta é muito pequeno e recente e que se acabar a exclusão social será cada vez maior. Mesmo a nível da saúde verificamos a diferenças relativamente à questão da acessibilidade pelos mais pobres, mesmo quando a constituição portuguesa defende igualdade de direitos na saúde. Podemos então dizer que Portugal tem ainda muita gente abaixo do limiar de pobreza e que é necessário a caridade e solidariedade comum.
Na nossa sociedade as assimetrias sociais são evidentes basta ter em conta os dados anteriormente descritos. Esta assimetria não se revela apenas social mas depende também da area geografica em que se encontra, na medida em que quem vive no litoral tem maiores salarios maiores reformas maiores estudos e até recursos. O interior por sua vez é invadido por uma incapacidade maior de sobrevivencia dos idosos, isto traduz-se então em sentimentos de inoperancia e de injustiça. Hoje o facto de estar abaixo do limiar de pobreza é um factor de exclusão social bem como o desemprego, o analfabetismo, a pouca qualificação e o envelhecimento em particular feminino. è neste sentido que é feita a exigencia à segurança social de forma a que esta dê apoio perante estas situações, no entanto à que ter em consideração que o orçamento desta é muito pequeno e recente e que se acabar a exclusão social será cada vez maior. Mesmo a nível da saúde verificamos a diferenças relativamente à questão da acessibilidade pelos mais pobres, mesmo quando a constituição portuguesa defende igualdade de direitos na saúde. Podemos então dizer que Portugal tem ainda muita gente abaixo do limiar de pobreza e que é necessário a caridade e solidariedade comum.
como podemos ver no manifesto, o nosso país é um país em que se verifica desigualdade entre as pessoas, pois o que se verifica é pessoas com reformas muito baixas, muita gente desempregada, o que não é nada bom num país envelhecido como o nosso! pois se há muitos velhos, e pouca população activa, vista também que há muito desemprego, poucos vão ser os descontos que estes farão, quer para ser possivel pagar a reforma aos velhos quer para o sistema de saúde.o governo tem assim que encontrar formas para alterar esta situação, pois as reformas são muito baixas, as taxas moderadoras elevadas, sendo um problema para estas pessoas ter acesso a saúde, e se o acesso á saúde é um direito a todos os cidadãos esta situação não pode continuar, há que haver um maior desconto por parte da população activa,umaredução das taxas moderadoras, criar melhores acessos a súde por parte dessas pessoas, porque também verificamos que grande parte de velhos se encontram no interior do país, em que por vezes os serviços de saúde se encontram a grandes distância e de dificil acesso. todos temos que ter consciência desta situação e tentar fazer algo para a corrigir. outra forma que me esqueci de referir, é o pagamento de taxas moderadoras dependendo dos seus rendimentos, pois é justo uma pessoa que tenha um rendimento maior pagar mais, e uma pessoa que não tenha rendimentos tenha acesso na mesma aos serviços de saúde.
Em Portugal são muitas as familias que vivem no limiar de pobreza ou abaixo deste.
A contribuir para esta situação está a baixa qualificação da população portuguesa, bem como o papel da mulher na sociedade.
o direito à educação tal como está comtemplado na constituição não existe de forma equitativa, e a prova é que actualmente a percentagem de estudantes no ensino superior ronda os 9%,por outro lado são muitos os jovens que abandonam as escolas precocemente, sendo várias as razões mas deve-se sobretudo a motivos económicos.
Na nossa sociedade é sabido que em geral são as mulheres que têm mais sucesso nos estudos, porém são também elas que enfrentam mais problemas no emprego. Os seus salarios são mais baixos comparativamente com os dos homens, pouco ou nada descontam, e são raros os casos em que ocupam cargos de chefia mesmo tendo as mesmas qualificações que os homens. Além disso o número de mulheres que actualmente ficam em casa a cuidar dos seus familiares é elevado. Desta forma não estão a contribuir para a qualificação do país nem para o seu desenvolvimento.
Estes dois factores estão, na minha opinião na origem dos problemas económicos do país, sendo por isso urgente a criação de medidas que mudem a realidade do país.
Infelizmente vivemos num país em que as desigualdades sociais são bastante evidentes, o que leva infelizmente à existencia de diferentes classes sociais - "Os Ricos" e " os pobres", estes que vivem no limiar da pobreza, uma vez que as suas qualificações são insuficientes(grande nºde analfabetos, aumento do nº de desistências, cada vez há mais jovens que abandonam os seus estudos a meio),o que leva a salário medíocres, logo sofrem ao longo do quotidiano a maiores dificuldades económicas o que dificulta o acesso a determinados bens, sendo estes esenciais para a inserção destes na sociedade.
Estes indivíduos terão uma maior dificuldade em se integrar na sociedade e terão maior dificuldade aos bens fundamentais a saúde,educação...
Os idosos e os individuos de menores qualificações são os que maiores dificuldades passam no país.
Um exemplo desta situação são as taxas moderadoras em que estas n têm em consideração os rendimentos dos individuos, mas estas são iguais para todos, o que leva a grandes assimetrias e dificuldades no acesso à saúde...
Para solução deste problema seria que os utentes deveriam pagar tendo em conta as condições financeiras, contudo não é asim que se verifica, o que agrava mais as condições de vida do país e o que arrasta mais familias para o limiar da pobreza.
Com isto é necessário tentar mudar as mentalidades e contribuir para o bem estar da sociedade, de forma a aiquilar as desigualdades sociais.
Na verdade a realidade financeira de Portugal é uma das piores a nivel da União Europeia. E atráz desta realidade surgem outras mencionadas no manifesto como o desemprego, o analfabetismo, etc... É curioso que por vezes não dámos conta como estão as pessoas a viver em Portugal, e há tanta gente a viver em condições injustificaveis que nem os animais têm tal direito.Tenho pena que os ministros e outros não vejam ou se veêm passam ao lado e não fazem nada para melhorar toda esta situação.
Contudo, esta situação já está mal e a tendência é de piorar, segundo as medidas adoptadas, ultimamente.
Agora até temos de pagar cuidados de saúde prestados nas instituições, o que é um direito do cidadão. Pois todo o cidadão tem direito á saúde.
Onde é que um reformado com 200 euros de pensão por mês, que tem a renda de casa para pagar, despesas na medicação (que nesta idade já são bastante acrescidas), agora ainda tem que pagar os gastos nas instituições de saúde, até chegamos ao cúmulo de pagar as operações e mesmo os dias de internamento... Como é que elas vão sobreviver? o que elas vão comer? será que ninguém vê estas situações? A vida está cada vez mais cara, todos os preços estão a subir e os salários a baixar e quando não ficam sem emprego... Tudo isto leva ás consequências acima transcritas no manifesto. Só não entendo porque uns têm tudo e outros não têm nada. Portugal, agora mais que tudo está a caminhar para a descrepância entre classes sociais, em que de um lado temos a classe rica e do outro está a classe pobre, a viver completamente na miséria.
Como podemos verificar através do manifesto, as assimetrias sociais são uma realidade, infelizmente!
As assimetrias sociais são uma realidade mas existem desigualdades também a nível geográfico.
Hoje vive-se isso, os que vivem no litoral têm maiores salários, logo maiores reformas, pois tiveram mais estudos; têm mais recursos a todos os níveis e menos população idosa…No interior a realidade é outra, é nesta parte do pais que vamos encontrar um elevado envelhecimento, menos recursos e salários mais baixos…
Isto só serve para desenhar sentimentos de injustiça!
O facto de se estar abaixo do limiar da pobreza é uma causa para a exclusão social, bem como o é, o desemprego, o envelhecimento da população (particularmente a feminina), a pouca qualificação, o analfabetismo…
Um dos objectivos que se tem é que o PIB aumente, fazendo com que os salários aumentem, o que consequentemente aumentará a procura de serviços e bens, o que faz com que este cresça, o que se traduz numa melhor distribuição da riqueza.
A segurança social deveria actuar no sentido de dar um maior apoio perante situações de pobreza. Se esta acabar a exclusão social será cada vez maior e entraremos num ciclo vicioso que levará sempre à pobreza, porém o que se deseja é um ciclo virtuoso em que a riqueza seja melhor distribuída.
O manifesto apresenta-nos dados preocupantes, que só tendem a piorar se não forem tomadas atitudes, que visem a melhor repartição da riqueza no nosso país.
Cada vez mais as empresas procuram pessoas com maior formação escolar, e como a percentagem em Portugal de pessoas qualificadas é muito reduzida em comparação com outros países da Europa, a taxa de desempregados tende a aumentar. No entanto, esta não é a unica causa do aumento da taxa de desemprego, o aparecimento de muitos estrangeiros que aceitam qualquer tipo de trabalho, com salários mais reduzidos também tem tido as suas consequências.
Com o desemprego muitas pessoas acabam por viver ou melhor sobreviver no limiar de pobreza ou abaixo desse limiar. Muitas vezes estas pessoas só conseguem sobreviver graças ao auxilio de familiares ou vizinhos.
Nestas familias, em que o dinheiro é pouco ou nenhum para se alimentarem, torna-se praticamente impossível que os mais novos continuem a frequentar a escola. O que levará mais tarde a que não consigam um emprego estável, podendo vir a viver também no limiar da pobreza.
E tudo isto vai acabar por tornar-se um ciclo vicioso, em que os pobres cada vez ficarão mais pobres, e os ricos ainda mais ricos.
Não estará na altura de tomarmos de decisões que visem a igualdade de direitos entre cidadãos como declara a nossa constituição?
Outro dado preocupante, na minha opinião tem a ver com o acesso a saúde. Porque é que um bem tão precioso como a saúde se torna cada vez mais caro? Para pessoas que podem pagar clínicas privadas talvez este dado não tenha grande importância, mas e para aquelas que continuam em listas de esperas para operações que lhe podem devolver um pouco de dignidade e bem estar? Na minha opinião, seria justo, as pessoas que mais podem, pagassem mais pelos cuidados prestados na Saúde, para que assim as pessoas que menos possibilidades têm pudessem ter acesso praticamente gratuíto à Saúde. No entanto, tenho dúvidas se isso algum dia acontecerá ou se as diferenças económicas entre cidadãos se acenturão cada vez mais.
Acho que está na altura de pensarmos na nossa situação enquanto cidadãos mas também na daqueles que nos rodeiam, naqueles que não têm as mesmas condições que nós, que vivem no limiar de pobreza ou abaixo, que não têm dinheiro para acederem a cuidados médicos essenciais para a manutenção da sua integridade física e da daqueles que os rodeiam.
Desde 1976 que está escrito na nossa constituição que todos os cidadãos têm a mesma dignidade social, quando é que isto será posto em prática?
A erradicação da pobreza e da exclusão social é indiscutivelmente um dos principais desafios de Portugal, mas que, inexplicavelmente, ou talvez não, tem vindo a ficar ao longo dos anos para segundo plano, quando na realidade deveria ser a primeira das prioridades.
Portugal é portador da condição do país cujo índice de pobreza relativa é mais abismal e significativo da EU, que se traduz em 2 milhões de portugueses a viver em situação de pobreza. Este número constitui uma ofensa à dignidade pessoal e desrespeito pelos direitos humanos, e é reveladora do inconformismo e indiferença que os sucessivos governos, entidades civis e até mesmo o mais comum dos cidadãos têm reflectido e manifestado.
Mas a pobreza existente no nosso país não se fica pela dificuldade em vencer as necessidades alimentares, como também pela falta de acesso às necessidades que conferem dignidade aos portugueses, ou seja, passa por uma pobreza cultural que leva a que seja interdita a educação e o ensino básico às crianças, atirando-as para a exclusão social e para a contínua reprodução do analfabetismo.
Uma tentativa para erradicar a pobreza será desenvolver um novo modelo económico, que terá que assentar em trabalho qualificado, com remunerações que se aproximem da média da U.E., e na segurança no emprego. É evidente que esse modelo só será também possível com uma repartição muito mais justa da riqueza do que aquela que se verifica actualmente. Como nenhuma destas propostas está em prática nem tem em vista a sua implementação, resta-nos resignar à realidade, que é o aumento da pobreza em Portugal...
Em Portugal cada vez mais se assiste a uma enorme disparidade entre classes sociais, sendo que uma grande percentagem dos portuguses vive no limiar da pobreza. Para que este problema se resolva é necessário reconhecê-lo e adoptar medidas que visem extingui-lo, nomeadamente a necessidade de distribuir de uma forma equitativa os rendimentos, uma vez que existem pessoas a receber salários que mal dão para sobreviver, enquanto existem outras que recebem salários exageradamente elevados.
Uma das consequências desta pobreza tem sido o abandono escolar precoce, ou pior ainda a elevada taxa de analfabetização que ainda hoje se faz sentir.
Em Portugal muitas pessoas vivem em condições precárias, e muitas vezes abaixo do limiar da pobreza. A maioria dessas pessoas têm carências alimentares, familiares doentes, os seus filhos não frequentam a escola e vivem em habitações deficitárias.
No entanto, no outro extremo existe uma reduzida precentagem de população que tem controlo sobre uma grande precentagem do dinheiro existente do país, fazendo com que haja uma grande diferença em termos de rendimentos no nosso país, ou seja, pessoas a ganhar salários exorbitantes e outras a ganhar misérias que nem dão para sobreviver.
O grande desafio do nosso país é promover o equilíbrio entre estas duas classes sociais, promovendo medidas que diminuem esta desigualdades.
Como todas as desgraças que se abatem sobre a humanidade, também a pobreza só surgiu por obra dela própria.
Vários estudos têm sido realizados sobre esta questão, sem estabelecerem um consenso sobre as causas deste mal e, menos ainda, como é notório, em relação às proveniências para a sua erradicação.
Debruçando agora no caso português, e após uma leitura atenta do artigo presente, acredito vivamente que as diferenças sociais serão cada vez mais evidentes. Os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. A distribuição da riqueza está imperfeitamente distribuída.
Diariamente o aumento das pessoas em situações de decadência é mais verificável e mais preocupante, na medida em que esta situação está a fugir ao controlo e a erradicação desta um fim praticamente inatingível.
A qualidade das habitações, a qualidade da alimentação, assim como os cuidados com a saúde, são, cada vez mais, bens preciosos para a população portuguesa que vai de encontro ao patamar do limiar de pobreza, tendo tendência para decair ainda mais...
Este tipo de problema deveria ser encarado pela parte da população que ainda não foi atingida por este tipo de acontecimentos.
Esta situação tem, efectivamente de ter um ponto final e este que seja colocado o mais rapidamente possível.
A pobreza pode ser entendida em vários sentidos, principalmente:
Carência material; tipicamente envolvendo as necessidades da vida quotidiana como alimentação, vestuário, alojamento e cuidados de saúde. Pobreza neste sentido pode ser entendida como a carência de bens e serviços essenciais.
Apesar de a pobreza mais severa se encontrar nos países subdesenvolvidos esta existe em todas as regiões. Nos países desenvolvidos manifesta-se na existência de sem-abrigo. A pobreza pode ser vista como uma condição colectiva de pessoas pobres, grupos, e mesmo de nações. Para evitar este estigma essas nações são chamadas normalmente países em desenvolvimento. A pobreza pode ser absoluta ou relativa. A pobreza absoluta refere-se a um nível que é consistente ao longo do tempo e entre países. Um exemplo de um indicador de pobreza absoluta é a percentagem de pessoas com uma ingestão diária de calorias inferior ao mínimo necessário (aproximadamente 2000/2500 quilo calorias). Mas existem números preocupantes relacionados com a pobreza nomeadamente:
Todos os anos cerca de 18 milhões de pessoas (50 mil por dia) morrem por razões relacionadas com a pobreza, sendo a maioria mulheres e crianças;
Todos os anos cerca de 11 milhões de crianças morrem antes de completarem 5 anos;
1100 milhões de pessoas, cerca de um sexto da humanidade, vive com menos de 1 dólar por dia;
Mais de 800 milhões de pessoas estão sub nutridas;.
A pobreza não resulta de uma única causa mas de um conjunto de factores:
-Factores político-legais: corrupção; inexistência ou mau funcionamento de um sistema democrático; fraca igualdade de oportunidades.
-Factores económicos: exploração dos pobres pelos ricos; a própria pobreza, que prejudica o investimento e o desenvolvimento, economia dependente de um único produto
-Factores sócio-culturais: reduzida instrução; discriminação social relativamente ao género ou à raça; valores predominantes na sociedade; exclusão social; crescimento muito rápido da população.
-Factores naturais: desastres naturais, climas ou relevos extremos; doenças.
-Problemas de Saúde: adição a drogas ou alcoól; doenças mentais; doenças da pobreza como a SIDA e a malária; deficiências físicas.
-Factores históricos: colonialismo; passado de autoritarismo político.
-Insegurança: guerra; genocídio; crime.
Muitas das consequências da pobreza são também causas da mesma criando o ciclo da pobreza. Algumas delas são:
-Fome;
-Baixa literacia;
-Baixa esperança de vida;
-Doenças;
-Elevada criminalidade;
-Falta de oportunidades de emprego;
-Carência de água potável e de saneamento.
O combate à pobreza é normalmente considerado um objectivo social e geralmente os governos dedicam-lhe uma atenção significativa.
Medidas para melhorar o ambiente social e a situação dos pobres
-Habitação económica e regeneração urbana.
-Educação acessível.
-Cuidados de saúde acessíveis.
-Ajuda para encontrar emprego.
-Subsidiar o emprego para grupos que normalmente tenham dificuldade em consegui-lo.
-Encorajar a participação política e a colaboração comunitária.
-Trabalho social e voluntário.
A pobreza é uma questão que o governo se deve preocupar para tentar aumentar a qualidade de vida dos indivíduos, porque mesmo que não pareça real existem muitos idosos a viveram com 200€ mensais (dinheiro distribuído para alimentação, medicamentos e outros), indivíduos da população activa a ganhar o salário mínimo nacional (374,7€) com uma família para sustentar. Estes vivem com diversas dificuldades é verdade. Estes são alguns de muitos factos difíceis de compreender mas que ninguém se move para tentar mudar o quer que seja, pois que tem o poder de mudar estas situações não são as pessoas que estão no limiar da pobreza mas sim aqueles que estão na classe social média alta, que não precisam de fazer qualquer sacrifício para pagarem as despesas mensais nem outras coisas memos importantes como ir ao cinema, comprara carro novo ou mesmo jantar fora.
Este manifesto é muito interessante na medida em que põem em evidencia toda a realidade que se passa no nosso país. São cada vez mais as pessoas que vivem no limiar de pobreza ou abaixo dele, o que implica que são cada vez mais os portugueses que sobrevivem com muitas dificuldades, e isto tudo, porque o nosso pais é o país da EU com a pior distribuição da riqueza, ou seja, a maior parte da riqueza do nosso pais pertence a número muito pequeno de pessoas, o faz com que haja tanta diferença social.
Uma das coisas que contribui para esta situação entre outras, e o facto de termos uma taxa muito elevada de pessoas que abandonam escolaridade obrigatória muito cedo, visto que as famílias não terem meios para os lá poderem trazer, o que faz com que esta aumente mais. Se virmos por este lado isto torna se num ciclo vicio visto que o número de pessoas licenciadas ira diminuir gradualmente com o passar dos anos e a taxa de pessoas sem formação ira aumentar, uma proporcional a outra.
A meu ver uma boa solução para tirar o país do limiar da pobreza é criar uma lei que permita um melhor equilíbrio entre as classes sociais, isto irá permitir que a taxa de pessoas licenciadas aumente e o número dos sem formação diminua. Deste modo iremos ter uma maior formação de número de pessoas e uma melhor qualidade de vida da população. Com este aumento ira também diminuir a taxa de desempregados no nosso pais o que dum certo modo ultimamente tem sofrido um grande aumento, aumentando assim também o limiar da pobreza.
Como conclusão, todos os factores que contribuem para o limiar da pobreza, encontram se todos eles relacionados, criando assim um ciclo vicioso, que se for parado com as devidas precauções no futuro ira trazer problemas piores do que os de agora.
Segundo os dados apresentados, o nosso país vive em situação crítica, ou seja, a tender para a pobreza. Este facto é confirmado pela percentagem de portugueses que vivem no limiar da pobreza (21% da população total). Ora quanto maior a pobreza, menor será a possibilidade de evolução de um país.
O facto de as pessoas não terem formação escolar suficiente, ou não serem instruídas, leva ao pagamento de salários muito baixos, sendo que as empresas, numa perspectiva de evolução, pretendem pessoas cada vez mais qualificadas, ou seja, os habitantes do nosso país não apresentam características para a evolução. Quanto menor a instrução, menores serão as condições das pessoas apelarem pelos seus direitos.
Uma vez que a pobreza se agrava no nosso país, as condições dos sem-abrigo agravar-se-ão também, na medida em que para as famílias os receberem, não basta a vontade, trata-se, primeiramente de uma questão económica; Quanto maior a pobreza, menores serão as condições de as pessoas acederem a casas com condições mínimas, isto leva, não só à decadência, como também ao risco de sáude destes habitantes; Os idosos constituem outro facto de pobreza, pois não conseguem sobreviver com 200€ por mês, a não ser que vivam à custa de outras pessoas, nomeadamente os familiares. Estes idosos são maioritariamente mulheres (idade média de vida é maior para as mulheres).
No nosso país a riqueza está muito mal distribuída, sendo que este tende para agravar o distânciamento entre os pobres e ricos. Desta forma temos que tomar atitude no sentido de promover a igualdade em Portugal.
Apesar destas cimeiras e de todos os compromissos feitos pela união europeia não se tem registado grandes progressos…
Eu achei interessante apresentar a critica de um cidadão comum ao fim da leitura deste manifesto.
“ Tudo isto gira a volta da politica, e do modo como as contas do estado são feitas… por exemplo os funcionários públicos e gestores públicos tem salários elevados mais do que um posto de trabalho e para alem disso tem ajudas de custo ao fim do mês , com motorista para si para a família , casa a disposição …. Para alem de trabalharem apenas uma dúzia de anos e receberem uma reforma superior a centenas de euros… enquanto se for ver todos os outros simples funcionários tem de trabalhar ate aos 65 anos de idade, e vamos ser justos uma pessoa com 30 anos tem mais produtividade do que um com 60 anos. Isto tem como consequência uma grande taxa de desemprego nos jovens que saem das universidades e de cursos técnicos especializados (o caso dos professores que existem tantos a sair e não são colocados) para alem de ouvirmos todos os dias casos de crianças que não são compreendidas, casos de hiperactividade, dislexias , (um rol de doenças recentemente descobertas com o desenvolvimento da psicologia e outras ciências) , se virmos bem esses casos acontecem devido a desactualização da formação. Para a resolução deste ponto proponho uma uniformização de salários e reformas juntamente com uma standerização (estabelecimento de um ordenado máximo e um mínimo o mesmo se passa para as reformas) o restante poderia ser investido em áreas como a saúde educação obras publicas, criação de bens e serviços para aumentar a taxa de empregabilidade.
Outro ponto que este manisfesto fala e na taxa de analfabetismo, mas não e com o encerramento das escolas que se combate , para alem de provocar um desertificação dessas áreas…
Outro ponto e o rendimento de inclusão poderia ser dado como pagamento de serviços comunitários…
Infelizmente o que se passa é isto no nosso país com e que se poderá combater a pobreza se a riqueza esta tão mal distribuída e a aplicação de dinheiros públicos tão mal feita…”.
Escusado será dizer que esta e a opinao geral de todos os que conheço e também a minha..
Este manifesto é interessante porque através deles podemos vislumbrar a grave situação em que Portugal se encontra actualmente. Isto talvez aconteça devido à deficiente governação da economia do nosso país ou também poderá ser devido às constantes mudanças de Governo em que os seus constituientes não têm possibilidades de porem em prática todo o projecto desenvolvido para a estabilização. Sendo uma utopia a igualdade de "dinheiros" para toda a gente, essa terá que ser uma das metas para o desenvolvimento do nosso país.
Para alcançar essa meta, uma das melhores maneiras seria a aposta em produtos nacionais. Neste momento, esses mesmos produtos são mais baratos que os produtos internacionais, o que leva uma grande percentagem da população a compra-los no seu quatidiano. Mas em contrapartida, estes produtos carecem de qualidade. Com um melhor desenvolvimento dos "nossos" produtos e uma melhor publicidade em todas as classes sociais, surgindo uma maior compra e exportação para o resto do mundo, a tarefa de estabilização económica seria facilitada. Para não falar no aumento dos postos de trabalho, no aumento da qualidade de vida dos portugueses e na consequente diminuição da taxa de desemprego.
Outra forma seria motivar a população mais jovem para a continuação dos estudos (diminuir a percentagem de analfabetismo), ja que este é um caso muito grave no nosso país, possibilitando assim um aumento na percentagem de população activa com o Ensino Superior, ja que muitas pessoas nao gostam de realizar determinadas tarefas que neste momento sao realizadas por emigrantes de leste e emigrantes africanos. O aumento da taxa de "licenciados" possibilitaria uma maior colocação de portugueses em grandes cargos de grandes empresas, traria também uma grande onda de ideias inovadoras, das quais poderiam nascer novas empresas que podriam entao diminuir a taxa de desemprego (ciclo), e traria também o reconhecimento mundial para a povo portugês.
Esta é a minha opinião quanto ao manifesto. É claro que podia haver muito mais a dizer mas neste momento foi tudo o que me lembrei.